Relatos
O que fica depois do ciclo
Quem participou dos cursos da Cortina Cinza conta o que encontrou — sem filtro de marketing.
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Anos ativos
180+
Participantes
4,7
Média de avaliação
8
Espaços parceiros
Avaliações
O que dizem os participantes
Tâmara Menezes
Professora, Manaus
Fiz o curso de narração sem saber bem o que esperar. Nunca tinha feito nada parecido — fui por curiosidade mesmo. A primeira sessão foi estranha, mas de um jeito bom. Você percebe que narrar uma história em voz alta para um grupo é uma coisa que pede mais do que parece, e o facilitador vai devolvendo isso aos poucos, sem pressa. Na noite de encerramento consegui contar minha história. Não foi perfeito, mas foi meu.
Julho de 2025 · Narração e Bases do Palco
Rafael Borges
Designer, Manaus
O teatro físico foi mais exigente do que eu imaginava — não fisicamente, mas em termos de atenção. Você precisa observar o grupo o tempo todo. As sessões filmadas foram o que mais me pegou de surpresa: ver a própria presença cênica é desconfortável e ao mesmo tempo muito útil. O bloco com o artista convidado mudou um pouco o tom do curso, de uma forma que fez sentido só depois que terminou.
Julho de 2025 · Teatro Físico
Lívia Soares
Arquiteta, Manaus
Participei da Temporada de Conjunto. Nove meses é um compromisso longo, e tem momentos em que o processo esfria e dá vontade de desistir — isso acontece e a equipe sabe disso. O que ficou foi a experiência de apresentar em centros culturais diferentes da cidade, com públicos que não costumam ir ao teatro. Isso muda a relação com o que você está fazendo de um jeito que é difícil descrever.
Agosto de 2025 · Temporada Conjunto Amazônia
Paulo Figueira
Técnico de TI, Manaus
Fiz o curso de narração por indicação de uma colega. Trabalho com computadores há quinze anos e achei que seria uma experiência completamente fora da minha zona. E foi. O que não esperava era que as histórias amazônicas usadas nas sessões fossem tão ricas — aprendi coisas sobre a região que desconhecia completamente. A coleção de histórias que recebi no final fica na minha estante.
Julho de 2025 · Narração e Bases do Palco
Ana Cavalcante
Estudante de direito, Manaus
Comecei com o teatro físico sem nenhuma base. Tinha medo de não conseguir acompanhar a turma. O que descobri é que o facilitador realmente oferece variações — não é só discurso. Quando eu não queria ou não conseguia fazer um exercício no nível mais exigente, havia uma versão menor e isso era tratado com normalidade. Isso fez toda a diferença para mim.
Agosto de 2025 · Teatro Físico
Marcos Oliveira
Servidor público, Manaus
Fiz dois ciclos na Cortina Cinza — narração e depois teatro físico. São propostas bem diferentes, mas o que permanece é a qualidade do acompanhamento. Em nenhum momento senti que estava num curso em que o facilitador quer exibir conhecimento. O foco é genuinamente no que o grupo está fazendo e no que cada pessoa precisa para avançar.
Julho de 2025 · Narração e Teatro Físico
Percursos
Histórias em detalhe
Percurso 1 · Narração e Bases do Palco
O ponto de partida
Tâmara dava aulas para crianças do ensino fundamental há oito anos e sentia que sua presença em sala estava mecânica — o volume da voz, o ritmo, a capacidade de prender atenção. Procurou um curso de narração sem expectativas muito definidas.
O que o curso trabalhou
Ao longo das seis semanas, trabalhou a voz fora de contexto didático — sem precisar ensinar, apenas contar. As histórias amazônicas do repertório levaram-na a matérias que ela não conhecia, o que quebrou o automatismo das narrativas que já usava.
O que ficou
Voltou à sala de aula com um repertório de histórias novo e com mais consciência do que a pausa faz quando você está falando para um grupo. Voltou para o Teatro Físico no semestre seguinte.
"O que aprendi sobre pausa nas aulas de narração mudou mais a minha relação com a sala de aula do que qualquer treinamento pedagógico que fiz nos últimos anos."
Percurso 2 · Temporada Conjunto Amazônia
O ponto de partida
Lívia nunca havia feito teatro. Entrou na Temporada de Conjunto atraída pela proposta de trabalho de longa duração e pela possibilidade de apresentar em espaços não convencionais da cidade.
O que o curso trabalhou
Durante nove meses o grupo construiu dois espetáculos — um completo e um portátil. A parte mais inesperada foi o módulo de logística e adaptação técnica: entender o que muda quando você leva uma produção para um espaço sem infraestrutura teatral.
O que ficou
Apresentaram em quatro centros culturais diferentes de Manaus. O registro escrito de participação detalha as 280 horas de trabalho do ciclo. Lívia diz que o mais duradouro foi aprender a funcionar num grupo de doze pessoas por tempo longo.
"Quando você apresenta num espaço comunitário, o público reage de um jeito completamente diferente. Não tem protocolo de teatro. Isso é desafiador e muito mais vivo."
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